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Pé na estrada, mãos dadas e suor no rosto: transformando histórias no Dia do Voluntariado

Para o dia do voluntariado deste ano, recebemos um convite inédito. A dedicação voluntária, que sempre fez parte da construção do que acreditamos, nos trouxe dessa vez um significado novo e enriquecedor.  A nossa cliente e parceira Linhares Geração S.A (LGSA) pensou em nós para a empreitada de construir brinquedos a partir de materiais pouco prováveis, e assim criar um universo divertido e sustentável no quintal da creche CEIM “Vovó Aurora”, na comunidade vizinha da empresa, Povoação. Tudo isso de forma voluntária.

Aceitamos o gostoso desafio, brilhamos os olhos com mais uma invenção de moda – essa, sem limitar o pensamento com padrões ou datas de validade. E, a partir daí, misturamos emoção com racionalidade, dedicando nossa última semana à realização prática e objetiva disso tudo.

Com isso, entramos em sintonia com os funcionários e seus familiares que, há mais de 150 quilômetros de nós, também estavam se preparando para aplicar seus conhecimentos e a disposição do corpo ao voluntariado no sábado (26). Para nós, pela primeira vez pegaríamos a estrada em prol daquela causa. Para eles, esse ritual não é atípico, e acontece todo ano.

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Desde o início de operação da LGSA, em 2010, eles se reúnem e levam suas famílias para reconstruir, reformar, melhorar e humanizar instituições da comunidade. Todos esses colaboradores compõem o grupo “GeraAção”, criado dentro da própria empresa para a preparação do Dia do Voluntariado. A cada ano, buscam e decidem coletivamente a instituição que será apoiada, captam recursos para tornar a ação possível, potencial e transformadora, e convidam parceiros como nós para somar esse momento.

Eles já passaram por escolas, creches, postos de saúde e outros espaços que fazem parte da vida daqueles que moram em Povoação, mas que também sensibilizam e despertam aqueles que não residem ali. Assim como Lorrany Rosário de Souza, moradora e técnica em Meio Ambiente da LGSA, que faz parte do envolvimento e liderança do grupo desde as origens, transmitindo o papel fundamental de engajar cada vez mais funcionários para voluntariar. Tal como ela expressa, sobre o processo essencial de integrar seus colegas em torno da mesma causa:

Sensibilizar não é só enviar um email, é conversar e estar junto. “

Com isso, esta edição do Dia do Voluntariado teve recorde de pessoas envolvidas, com um aumento de mais de dez funcionários desde o ano passado, somando-se às esposas, maridos, filhos e aos vizinhos da comunidade. Tudo isso tornou mais concreto o desejo de Carolina Lago, gerente ambiental, de tornar aquilo um compromisso real na vida de cada um. Assim como ela conta:

Muitas pessoas ainda enxergam o trabalho voluntário como algo para ser feito apenas com o que o sobra do seu tempo. E estamos tentando reverter isso (…) “

E assim a prioridade de tempo, em pleno sábado, foi dividida entre tarefas para reinventar a creche, que carecia desde a estrutura básica (com problemas nas paredes, nos telhados e no saneamento) até de vida e cores para preencherem os espaços. Alguns se encarregavam da limpeza do lugar, ou da cozinha para abastecer o dia inteiro de trabalhos, e outros realizavam as pinturas, instalações elétricas e obras estruturais. Ao mesmo tempo, parte da equipe acompanhava as crianças brincando no quintal enquanto tudo isso acontecia. E nós estávamos lá, construindo nosso mini mundo sustentável para os alunos da creche.

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Depois de passar ao longo da semana dando uma nova vida a pneus velhos, levamos nossos futuros brinquedos para serem concretizados e inaugurados durante aquele sábado. Tivemos a ajuda dos pequenos para criar um castelo, obstáculos e personagens. E ninguém melhor do que eles para testar a qualidade de tudo aquilo ao final da construção. Nosso fundador e coordenador criativo, Jota, traduz a sensação do que viveu naquele momento:

Para mim, além das crianças subirem nos brinquedos para testar, pular e brincar, percebi ali que, de repente, eu não estava mais sozinho construindo tudo aquilo. Chegou uma, depois duas crianças, e logo muitas vinham ajudando. Ao final, eram várias mãos construindo uma coisa em comum.
E aquele momento traduziu o que é o Atitude. É construir algo bom juntos, de um jeito muito natural, simplesmente por amar aquilo. Foi a Valéria parando no sinal para pedir pneus, o meu pai pintando cada um deles, a Tereza dando carona pra gente até Linhares, e a Lais colhendo histórias das pessoas durante a ação.”

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Para nós, um novo momento e um novo lugar em que deixamos a marca do que podemos fazer para transformar realidades. Para os pequenos, novas possibilidades de brincar, aprender, e dar os primeiros passos da vida em um espaço construído por muitas mãos que lutam por isso.

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Sobre Lais Rocio

Jornalista dedicada a ser, essencialmente, contadora de histórias! Apaixonada pela literatura da vida real, por investigação e pelas narrativas de culturas e tradições. Deposita em todas as experiências que desempenha, o olhar sensível e curioso, com desejo de aprender, descobrir e ser transformada pelas múltiplas realidades que as escolhem para enxergar.