Interaja com a gente!

Anne Frank, Gandhi, King e Mandela: eu também tenho um sonho!

Ontem (26), foi um dia especial para nosso idealizador viajante.
 
Pelas ruas de Amsterdam, nosso fundador, Jota, encontrou alguns amigos de longa data.

Mesmo nunca tendo tomado um café ou conversado sobre as banalidades da vida com eles, os laços de amizade foram mais latentes do que nunca.
IMG_4726
O primeiro encanto do dia: Anne Frank.
Parado em frente a sua casa, mesmo com a multidão que passava de um lado para o outro com suas bicicletas, ele ouvia o silêncio. Era como se tudo calasse e por instantes fosse possível ver a pequena menina brincando em sua calçada. Ou olhando pela janela, ansiosa pela chegada dos pais.
Com angústia e aperto no peito, perguntou sem ouvir resposta de volta: por quê, Anne? Por que os traços do rosto, o tom de pele e a sua origem te privaram, e privam muitos outros, ainda hoje, da liberdade de viver (e não só sobreviver)?
IMG_4730
O próximo encontro foi quase uma roda de conversa: Gandhi, King e Mandela!
Dois dedos de prosa e parou no meio da linha do bondinho! Foram três badaladas do sino do trem até se dar conta de que não poderia estar ali. Deu dois passos atrás, olhando para o rosto de cada um deles… viajou para a cela de Mandela, foi à praça ouvir o discurso de King, e agradeceu a eles por poder ser um moleque de pele marrom e estar ali, “livre”. Também pediu (quase como uma oração de olhos fechados) que camburões deixem de ser navios negreiros, que o povo negro receba o mérito que a história nos deve. E que a palavra “vida” tenha real significado em todas as favelas, guetos e quilombos mundo afora.
capa
Com Gandhi, lembrou que a oração silenciosa é nossa arma mais poderosa, pois é quando somos capazes de encontrar o pior de nós para nos melhorarmos. E também o melhor, para abrir caminho em meio a equívocos e trazer luz onde não há visão.
 
Como um presente de despedida, os velhos amigos lembraram: todos eles tinham um sonho. Por vezes não tinham aparentemente nada, mas tinham um sonho.
E que se é possível sonhar, é também possível realizar. Que é preciso ser a mudança que queremos ver por aí. E se há a intolerância, precisamos encontrar formas de alimentar a empatia e a compreensão.

Numa rajada de vento, o relógio lembrou que era hora de ir. Subiu na bicicleta e, antes de sair dali, foi presenteado pela esperança de um grupo de pessoas lutando pelos direitos dos animais, e pelo sorriso inocente daqueles que vêem o mundo da maneira como ele deveria ser visto por todos: simples, mágico e colorido!

“Um mundo sem utopias, não acredito que exista…”

Jota

Sobre Jota

Idealizador e Coordenador Criativo do Atitude Inicial. Patologicamente apaixonado por gente, por descoberta e pela estrada! Alguém que se alimenta de utopias.