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Quando falamos sobre assédio

É chato ter que falar o que já está na cara.

Mas infelizmente o assédio ainda é algo recorrente na nossa sociedade, mesmo que nem sempre seja levado a sério. E falar sobre isso é essencial para desmistificar esse assunto tão delicado, além de ser também o primeiro passo para a conscientização.

O assédio tem suas raízes entranhadas no machismo. No Brasil, ele está presente em todos os cantos: nas ruas, no trabalho e até mesmo no conforto do lar. Ser mulher no nosso país é uma luta constante por igualdade, uma jornada duplicada e uma busca diária pela liberdade.

Elas querem poder ir vir aonde quiserem, com quem desejarem e com a roupa que as faz se sentir bem”

O Tá na Cara é um projeto criado em parceria com a Rodosol para dizer NÃO à todo tipo de assédio. Ele veio mostrar o que sempre esteve na frente de nossos narizes, embora muitos ainda não consigam enxergar, usando de todas as formas possíveis para conseguirmos abrir os olhos tampados pela nossa sociedade ao longo dos anos. Para falar que o melhor a se fazer é denunciar e não se calar.

Precisamos crescer como seres humanos. Isso significa mudar comportamentos destrutivos, dialogar e ter mais respeito ao espaço do próximo. O assédio deve ser encarado como uma invasão, simplesmente porque ele não é recíproco, capisce?

Tá na cara que assédio não é flerte, assédio é violência.

Essa é uma campanha que idealizamos e queremos perpetuar pelos próximos anos, para mostrar que nós não concordamos com esse tipo de comportamento.”

Entenda a Campanha:

A comunicação

Sabemos que apenas um adesivo não comunicaria tudo que é necessário para as pessoas refletirem sobre o quão ruim é o assédio e como o respeito é essencial. Precisamos também conscientizar todas as pessoas que já sofreram assédio em algum momento. O que fazer quando passar por isso?
Assim, pensamos em algumas formas de comunicação que atingiria usuários e funcionários também.

Comunicação Visual

O material gráfico foi criado pensando em causar o máximo de impacto possível. Placas foram fixadas nas praças de pedágio concedidas pela Rodosol falando um pouco do que queremos passar através da campanha. Criamos também um pequeno cartão auxiliar. Através dele, comunicamos com as vítimas (O que fazer quando passar por isso?) e também com os possíveis agressores (O que fazer para não reproduzir esse tipo de comportamento abusivo?). Com isso, conseguimos alcançar os dois lados da situação.

Intervenções

A desconstrução só pode ser possível, quando também nos comunicamos, principalmente, cara a cara. O lançamento da campanha aconteceu junto à uma roda de conversa com funcionários da empresa, homens e mulheres, realizada por nossa convidada Elaine Bonorino (psicóloga e mestre em seguranças públicas), exercitando a desconstrução de pensamentos acerca do assédio direcionado principalmente contra as mulheres.
Ao longo da conversa, frases relacionadas ao tema eram faladas por um dos funcionários e assim era discutido o ponto de vista de cada pessoa, sempre desconstruindo ideias equivocadas sobre o assunto.
Através da atividade, conseguirmos perceber o quanto é importante passar essas informações que são faladas diariamente, mas ignoradas ao longo da história.
Esse movimento precisa continuar. É importante que se abra espaço para a discussão e que, além disso, se abra espaço para políticas públicas que sejam realmente efetivas para no combate a esse problema.

 

 

 

Rafael Santos

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